Fui caminhar/correr. Já estava no processo de emagrecimento e acredito que havia perdido uns 8 kg, no máximo. Já me sentia uma miss, uma lindeza de pessoa! Minha amiga, mais irmã que amiga, estava aqui em casa e quando voltei pra casa, a louca estava lavando o banheiro, que nem estava assim tão sujo!!!!
Uma pessoa muito especial pra mim,( não é a doida da amiga/irmã ), num momento bem especial em que conversávamos sobre a cidade e suas belezas, colocou água na minha boca ao falar da beleza da Pedra da Tartaruga. E disse que um dia me levaria lá, o que óbvio, nunca aconteceu! Mas o fato é que fiquei curiosa e então, nesse dia do banheiro, cheguei em casa da corrida já suada e fedida mesmo... e resolvemos conhecer o lugar tão famoso!!!
Eu já me achava A ATLETA! Disposição não me faltava, nem energia, nem vontade. Mas não fazia a menor ideia de que ia praticamente morrer ao subir a trilha mais fácil da minha pequena trajetória trilheira. Era uma trilha turística, larga, limpa. Sem obstáculos arriscados, um passeio puxadinho, mas um passeio pra todo mundo turista fazer!
E então, como me proponho a metaforar com a vida, penso naqueles primeiros passos, lá atrás, quando começar a viver é tudo que queremos: cheios de coragem, energia, inconsequência. Você se joga sem saber o que vai acontecer, sem saber como é, sem medo, sem desculpas. Só vai! E vai com força, sempre em frente, SÓ VAI!
Qual era a garantia que eu tinha de que encontraria o paraíso lá em cima? Um alguém que naquele momento foi especial me falou de algo especial e eu, porque ele era especial, quis conhecer esse lugar especial. E me joguei! Isso lembra algum momento de nossas vidas? SÓ FUI. E, claro, arrastei a amiga...
Durante meus dias de separada, fui me dando conta, muito lentamente, que toda dor que sentia fazia parte de uma cura de algo muito mais profundo do que eu podia supor. Algo que estava muito lá longe do casamento, lá longe mesmo! E nesse dia tive mais uma constatação disso quando me sentei no balanço, e por um mágico momento, fui uma criança feliz! Foi uma catarse profunda, uma emoção gigante. Me dei conta de feridas mal curadas que eu nem sabia que estavam ali. Uau, foi inTENSO!
Entendi que meu (re)encontro com a natureza ia sim me fazer muito bem. Começava a me encontrar comigo mesma de novo...esse (re) nascimento começou a ter um grande significado. Nesse dia, já descendo, prometi voltar ali pelo menos uma vez por mês. E aí, a amiga maluca irmã disse: "tem muitos lugares assim aqui, amiga." Não tinha pretensão de ser trilheira, bastava realmente voltar ali uma vez ao mês e me encontrar com a natureza intimamente, eu e ela, ela e eu!
Já voltei lá uma segunda vez, sozinha. Nesse dia, me dei conta de uma das principais coisas que tenho que aprender nessa existência: ser feliz em minha própria companhia....ah, e essa pessoa especial também me deu um toque especial nisso! De uma forma diferente de todas as outras pessoas (não menos especiais, apenas especiais diferentes), que também já tinham, de alguma forma, falado sobre o assunto! Gratidão, C.M.M., por ter sido um cometa na minha existência e, em tão pouco tempo, ter me mostrado belos caminhos, tão iluminados de vida e energia!!!
Link da galeria de imagens: https://drive.google.com/drive/folders/0B72AntDy3X7Ea2hFWmF5aTVyb3c
De rosa, dia 1 na Pedra da Tartaruga com a amiga maluca irmã linda!
De amarelo - Dia 2 na Pedra da Tartaruga - Lindamente sozinha, apreciando a mim mesma e às maravilhas da criação!
De amarelo - Dia 2 na Pedra da Tartaruga - Lindamente sozinha, apreciando a mim mesma e às maravilhas da criação!
