terça-feira, 14 de março de 2017

PEdrA dA TArTarUGa - TRiLhA 1 - 15/10/16 (dia 1) e 18/01/17 (dia 2)

Fui caminhar/correr. Já estava no processo de emagrecimento e acredito que havia perdido uns 8 kg, no máximo. Já me sentia uma miss, uma lindeza de pessoa! Minha amiga, mais irmã que amiga, estava aqui em casa e quando voltei pra casa, a louca estava lavando o banheiro, que nem estava assim tão sujo!!!!
Uma pessoa  muito especial pra mim,( não é a doida da amiga/irmã ), num momento bem especial em que conversávamos sobre a cidade e suas belezas, colocou água na minha boca ao falar da beleza da Pedra da Tartaruga. E disse que um dia me levaria lá, o que óbvio, nunca aconteceu! Mas o fato é que fiquei curiosa e então, nesse dia do banheiro, cheguei em casa da corrida já suada e fedida mesmo... e resolvemos conhecer o lugar tão famoso!!! 
Eu já me achava A ATLETA! Disposição não me faltava, nem energia, nem vontade. Mas não fazia a menor ideia de que ia praticamente morrer ao subir a trilha mais fácil da minha pequena trajetória trilheira. Era uma trilha turística, larga, limpa. Sem obstáculos arriscados, um passeio puxadinho, mas um passeio pra todo mundo turista fazer!
E então, como me proponho a metaforar com a vida, penso naqueles primeiros passos, lá atrás, quando começar a viver é tudo que queremos: cheios de coragem, energia, inconsequência. Você se joga sem saber o que vai acontecer, sem saber como é, sem medo, sem desculpas. Só vai! E vai com força, sempre em frente, SÓ VAI! 
Qual era a garantia que eu tinha de que encontraria o paraíso lá em cima? Um alguém que naquele momento foi especial me falou de algo especial e eu, porque ele era especial, quis conhecer esse lugar especial. E me joguei! Isso lembra algum momento de nossas vidas? SÓ FUI. E, claro, arrastei a amiga...
Durante meus dias de separada, fui me dando conta, muito lentamente, que toda dor que sentia fazia parte de uma cura de algo muito mais profundo do que eu podia supor. Algo que estava muito lá longe do casamento, lá longe mesmo! E nesse dia tive mais uma constatação disso quando me sentei no balanço, e por um mágico momento, fui uma criança feliz! Foi uma catarse profunda, uma emoção gigante. Me dei conta de feridas mal curadas que eu nem sabia que estavam ali. Uau, foi inTENSO!
Entendi que meu (re)encontro com a natureza ia sim me fazer muito bem. Começava a me encontrar comigo mesma de novo...esse (re) nascimento começou a ter um grande significado. Nesse dia, já descendo, prometi voltar ali pelo menos uma vez por mês. E aí, a amiga maluca irmã disse: "tem muitos lugares assim aqui, amiga." Não tinha pretensão de ser trilheira, bastava realmente voltar ali uma vez ao mês e me encontrar com a natureza intimamente, eu e ela, ela e eu!
Já voltei lá uma segunda vez, sozinha. Nesse dia, me dei conta de uma das principais coisas que tenho que aprender nessa existência: ser feliz em minha própria companhia....ah, e essa pessoa especial também me deu um toque especial nisso! De uma forma diferente de todas as outras pessoas (não menos especiais, apenas especiais diferentes), que também já tinham, de alguma forma, falado sobre o assunto! Gratidão, C.M.M., por ter sido um cometa na minha existência e, em tão pouco tempo, ter me mostrado belos caminhos, tão iluminados de vida e energia!!!




De rosa, dia 1 na Pedra da Tartaruga com a amiga maluca irmã linda!
De amarelo - Dia 2 na Pedra da Tartaruga - Lindamente sozinha, apreciando a mim mesma e às maravilhas da criação!

o ComEÇo De TudO

Nasci em 1971...e se contei esse segredo tão secreto sobre mim, imagina o que pode aparecer por aqui!!!!!
Casei aos 19 anos. Separei em 1994, quando o Brasil foi tetra! É ruim, bem ruim se separar. A gente abre mão de um projeto de vida e isso é bastante frustrante. Mas éramos novos e tínhamos um tanto de tempo pra recomeçar.
Recomecei em seguida, um ano após a separação. E um ano e meio após recomeçar, esperava meu primeiro filho! A segunda chegou 1 ano e 10 meses depois!
(Re) nasci em 2015, quando decidi me separar outra vez. E depois de 20 anos, posso garantir que esse (re) nascimento dói pacas, mas, dependendo de como você encara a situação, pode funcionar! E pra mim funcionou!!!! Posso dizer que (re) nascer aos 43 do segundo tempo , é bemmmmmm... muitoooo... digamos... intenso! Isso, acho que intenso é a melhor descrição. Tudo é MUITO: a dor dói muito, a alegria é muita, a insônia...uauuu....é muitaaaaaa. E a solidão??? Essa é muita e muito triste...mas só até você aprender que ama sua própria companhia. Ah, esses dois últimos verbos utilizados: APRENDER e AMAR... esses dois lindos verbos nesse (re) nascimento intenso, são mesmo MUITO, MUITO, MUITO, utilizados! No meu caso, aprender é o que mais tenho feito até então. Inclusive, o maior aprendizado de todos, foi o de aprender a ME amar! 
Dentre tantas coisas, já emagreci 24 quilos dos 35 que quero emagrecer. Comecei a correr e fazer musculação e as trilhas, essas maravilhas,  chegaram inesperadamente na minha vida... pra ficar! E quando estou nelas, em contato com a natureza, tão perto das maravilhas da criação, minha mente faz incríveis viagens e um tanto de reflexão! E são essas trilhas que vou compartilhar com o mundo, com o mundo todo que quiser trilhar...